A Samsung prepara-se para lançar a nova linha Galaxy Tab S12, e as notícias sobre os preços na Europa não são animadoras para quem esperava manter a carteira intacta. Além de aumentos generalizados, a marca sul-coreana decidiu cortar o modelo de entrada da gama, o que empurra ainda mais o ponto de acesso a estes tablets topo de gama.
Adeus ao modelo base, olá a preços mais altos
Quem acompanhou o lançamento da série Galaxy Tab S11 no ano passado vai notar logo a primeira grande mudança: desta vez não haverá um Galaxy Tab S12 “normal”. A gama arranca diretamente com o Tab S12+, o que na prática significa que o preço mínimo para entrar neste universo sobe automaticamente.
O Galaxy Tab S12+ arranca nos 1299 euros na configuração mais acessível 12 GB de RAM, 256 GB de armazenamento e apenas Wi-Fi. Quem precisar de mais espaço terá de desembolsar 1499 euros pela versão de 512 GB. As variantes com conectividade 5G sobem ainda mais: 1449 euros para a configuração de 256 GB e 1649 euros para a de 512 GB, segundo informação avançada por Roland Quandt da Winfuture.

Galaxy Tab S12 Ultra: o topo da linha ainda mais caro
No topo da pirâmide fica o Galaxy Tab S12 Ultra, cujo preço de entrada se fixa nos 1539 euros. Este valor corresponde à versão com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, apenas Wi-Fi. Adicionar 5G a esta configuração custará mais 150 euros ao comprador.
Para quem optar pela versão de 512 GB sem 5G, o investimento sobe para 1739 euros. A fonte não revelou valores para os modelos de 1 TB, mas é seguro assumir que esses ultrapassarão facilmente a barreira dos 2000 euros caso sejam lançados no mercado europeu.
Quanto custa esta subida em termos práticos?
Fazer comparações diretas com a geração anterior fica complicado pela ausência de um modelo base na nova série. Ainda assim, os números ajudam a perceber a dimensão da subida: o Galaxy Tab S11 Ultra começava nos 1339 euros quando foi lançado. O Tab S12 Ultra, numa configuração equivalente, poderá custar cerca de 200 euros a mais um aumento que não passa despercebido num segmento já de si premium.
Esta estratégia de eliminar a opção mais acessível e aumentar os preços das restantes não é exclusiva da Samsung, mas num mercado onde os tablets Android de topo de gama já lutam pela atenção dos consumidores face aos iPads, a decisão pode revelar-se arriscada.
O que justifica estes valores?
Nas últimas semanas têm circulado especificações e renders dos novos tablets, que prometem melhorias ao nível do processador, ecrã e funcionalidades de produtividade. No entanto, a Samsung ainda não confirmou oficialmente nem a data de lançamento nem os preços para o mercado europeu.
Resta saber se estas melhorias serão suficientes para justificar a subida de preço aos olhos dos consumidores europeus, especialmente num contexto económico em que cada euro conta. Para quem procura um tablet Android premium, as alternativas começam a escassear e isso pode ser precisamente o que a Samsung está a contar para manter a procura, mesmo com preços mais altos.
O lançamento oficial deverá acontecer em breve, altura em que ficará claro se estes valores se confirmam e que argumentos a marca terá para defender uma gama que arranca agora acima dos 1300 euros.




