Não gostaste da música que ouviste no Spotify? O problema não és tu… é o algoritmo

Aprende a melhorar as recomendações do Spotify com alguns truques simples e evita músicas indesejadas.

 

Se usas o Spotify todos os dias, já sabes que o algoritmo pode ser tanto o teu melhor amigo como o maior inimigo. Num momento estás a ouvir exatamente aquilo que queres, no outro aparece um remix estranho, uma versão ao vivo duvidosa ou até um género que nunca ouviste na vida.

E não, isto não acontece por acaso.

O Spotify aprende com tudo o que fazes. Cada música que ouves, cada playlist que abres, cada artista que segues ou ignoras. O problema é que o sistema não distingue bem contexto. Se ouviste algo uma vez, assume que gostas. E isso pode “estragar” completamente as recomendações durante dias ou até semanas.

A boa notícia é que dá para controlar isto. E melhor ainda, sem ter de começar do zero.

Sessões privadas evitam “estragar” o algoritmo

Este é provavelmente o truque mais subestimado do Spotify.

Sempre que vais ouvir algo fora do teu gosto habitual, ativa a sessão privada. Pode ser música de festa, playlists de amigos, conteúdos infantis ou simplesmente curiosidade. Sem sessão privada, tudo isso entra no teu histórico.

Ao ativar esta funcionalidade, o Spotify deixa de registar temporariamente o que estás a ouvir. Ou seja, o algoritmo não aprende com essas sessões.

É uma pequena mudança que pode evitar grandes dores de cabeça.

Nem tudo deve influenciar o teu perfil musical

Outro erro comum é deixar playlists antigas ou irrelevantes continuarem a influenciar as recomendações.

Hoje em dia, o Spotify permite remover músicas ou playlists do teu perfil de gosto. Isto é especialmente útil para conteúdos sazonais, como playlists de Natal, bandas sonoras ou músicas que ouviste numa fase específica e já não fazem sentido.

Ao fazer isto, estás basicamente a limpar o teu “histórico emocional” dentro da plataforma. E isso ajuda bastante o algoritmo a recalibrar.

Bloquear artistas é mais importante do que parece

Há artistas que simplesmente não queres ouvir. Mas o Spotify, às vezes, insiste.

A opção “Não tocar este artista” resolve isso de forma definitiva. Assim que bloqueias um artista, ele deixa de aparecer em rádios, playlists automáticas e sugestões.

E isto não é só sobre evitar irritação. É também uma forma clara de ensinar o algoritmo sobre aquilo que não queres.

No fundo, é tão importante dizer “não gosto” como dizer “gosto”.

Ocultar músicas melhora qualquer playlist

Mesmo as melhores playlists têm sempre aquelas músicas que não encaixam. Em vez de saltar sempre essas faixas manualmente, podes simplesmente ocultá-las.

Essa opção faz com que deixem de aparecer automaticamente sempre que ouvires aquela playlist.

Parece um detalhe, mas melhora bastante a experiência, especialmente em playlists longas ou criadas por terceiros.

Se quiseres ir ainda mais longe, criar as tuas próprias playlists continua a ser a forma mais eficaz de ter controlo total.

Evita que o Spotify decida por ti

Um dos comportamentos mais irritantes do Spotify acontece quando a música acaba… e ele continua a tocar coisas “parecidas”.

Essa funcionalidade chama-se rádio automática e nem sempre acerta.

Para evitar isso, basta ativar o modo de repetição. Assim, a playlist ou álbum reinicia automaticamente e não entra nesse ciclo de sugestões.

É uma solução simples, mas extremamente eficaz para manter o controlo.

O algoritmo aprende contigo… mesmo quando não queres

No final, tudo se resume a comportamento.

Cada like, cada música adicionada à biblioteca, cada artista seguido é um sinal forte para o algoritmo. E isso tem impacto direto no que te é sugerido.

Se adicionas músicas que não gostas realmente, estás a “confundir” o sistema. Por isso, é importante ser consistente.

Gostas mesmo? Guarda. Não gostas? Ignora ou remove.

Melhorar recomendações não é imediato… mas funciona

Uma coisa importante a perceber é que estas mudanças não têm efeito imediato. O Spotify demora algum tempo a ajustar o algoritmo com base nos novos sinais.

Mas se fores consistente, vais notar uma melhoria clara. Menos músicas aleatórias, menos sugestões estranhas e uma experiência muito mais alinhada com o teu gosto.

No final, o controlo está do teu lado

O Spotify é uma ferramenta poderosa, mas não é perfeito. E muitas vezes, a diferença entre uma boa e uma má experiência está na forma como o utilizas.

Com pequenos ajustes e alguma consistência, consegues transformar completamente aquilo que o algoritmo te mostra.

E isso faz toda a diferença.

Porque no fim do dia, ninguém quer abrir o Spotify… e levar com música que não pediu.

Bruno Xarope
Bruno Xarope

Bruno Xarope escreve sobre tecnologia, smartphones, mobilidade elétrica e inovação no CtrlShift.pt. Acompanha diariamente as novidades do setor e testa regularmente novos equipamentos, partilhando análises, opiniões e primeiras impressões.

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