A crise de componentes que afeta a indústria tecnológica há um ano já não poupa ninguém nem mesmo uma gigante como a Google. A pergunta que muitos faziam antes do próximo evento Pixel, marcado para 12 de agosto, acabou de ter resposta oficial: sim, os preços dos Pixel vão subir. A confirmação veio diretamente de Shakil Barkat, vice-presidente de Dispositivos e Serviços da Google, em declarações recolhidas pelo 9to5Google.
Ajustes dinâmicos conforme a realidade do mercado
A Google tentou proteger os consumidores do impacto da escalada de custos de RAM e armazenamento durante o máximo de tempo possível, mas chegou ao limite. O que torna este anúncio particularmente interessante é a forma como a marca planeia gerir os aumentos: os ajustes vão ser feitos de forma dinâmica, acompanhando as oscilações do mercado de componentes.
Traduzindo para a prática, isto significa que se os preços da matéria-prima continuarem a escalar, o valor que pagas na loja vai refletir isso em tempo real. A Google não revelou os preços concretos da série Pixel 11, o que deixa em aberto a dimensão real do aumento que vem aí.

Vale a pena esperar pelo Pixel 11?
Quem está atento ao mercado já começou a tomar decisões. Há utilizadores a ignorar completamente os próximos lançamentos e a aproveitar as promoções profundas nos modelos atuais uma estratégia que faz cada vez mais sentido quando as melhorias entre gerações são incrementais e o preço sobe de forma acentuada.
A questão das especificações também está a mudar. Tradicionalmente, os números no papel importavam muito para os compradores mais atentos, e os fabricantes respondiam com hardware sempre mais potente, geração após geração. Mas a Google parece estar a preparar uma mudança de filosofia.
Menos RAM pode ser o novo normal
A empresa prometeu um esforço dedicado para reduzir os requisitos de memória em todo o sistema Android. É uma abordagem que já devia ter sido implementada há muito tempo: só porque é tecnicamente possível usar mais RAM, não significa que seja necessário para uma boa experiência de utilização.
Se a fluidez do sistema for boa, isso devia bastar mas o mercado habituou-se a valorizar especificações crescentes, independentemente de o hardware anterior já fazer o trabalho. Agora, com a pressão nos custos, a Google parece finalmente disposta a otimizar o software em vez de simplesmente atirar mais memória para o problema.
Como contornar os aumentos
Com o lançamento do Pixel 11 à porta, há decisões a tomar. Os preços não vão melhorar tão cedo, por isso resta procurar as promoções que realmente fazem diferença no valor final. As opções passam por aproveitar ofertas de retalhistas como a Amazon ou outras lojas que incluam cartões-presente na compra, ou então aderir a contratos com operadoras que ofereçam descontos distribuídos ao longo do período de fidelização.
A retoma de equipamentos antigos também costuma adoçar o negócio, especialmente em lançamentos de topo de gama. A questão real, no final, mantém-se: com alterações incrementais de uma geração para a outra e preços em subida livre, será que ainda compensa fazer upgrade todos os anos?
O evento de agosto vai mostrar o que a Google preparou para a nova geração Pixel, mas o contexto económico em que chega mudou completamente. Quem planeia comprar precisa de estar atento não só às novidades técnicas, mas também às janelas de oportunidade que minimizem o impacto da subida de preços porque, pelo menos para já, não há sinais de inversão desta tendência.
Via: Android Police




