A Xiaomi acaba de fazer algo que muitas marcas ainda evitam: pegou no seu carro elétrico e decidiu melhorar praticamente tudo… sem complicar a gama. O novo Xiaomi SU7 para 2026 chega com várias melhorias, mas há uma que salta imediatamente à vista, o LiDAR passa a ser equipamento de série em todas as versões.
E isto, honestamente, não é um detalhe pequeno.
Mais potência em todas as versões
A Xiaomi não mexeu apenas no software ou nos extras. Há também melhorias reais no desempenho. Todas as versões passam a usar o motor V6S Plus, com ganhos de potência face à geração anterior.
As versões Standard e Pro passam agora para 235 kW, acima dos anteriores 220 kW, enquanto a versão Max sobe para 508 kW, ligeiramente acima dos 495 kW do modelo anterior. Não é uma revolução, mas é aquele tipo de ajuste que mostra que a marca está a afinar o produto com base no que já aprendeu.
Curiosamente, as baterias mantêm-se iguais, com 73 kWh, 96.3 kWh e 101.7 kWh, dependendo da versão. Ainda assim, a autonomia melhora, com a Xiaomi a anunciar até 720 km na versão base, 902 km na Pro e 835 km na Max, segundo o ciclo CLTC.

LiDAR para todos muda completamente o jogo
Mas o grande destaque está mesmo na tecnologia de assistência à condução. A Xiaomi decidiu incluir, de série, um conjunto de sensores que normalmente vemos apenas em versões mais caras ou opcionais.
Estamos a falar de LiDAR, radar de ondas milimétricas 4D e ainda da plataforma Nvidia Thor-U para processamento. Ou seja, todas as versões passam a ter a mesma base tecnológica para sistemas avançados de condução.
Isto é importante por dois motivos. Primeiro, porque reduz a diferença entre versões no que toca a segurança e tecnologia. Segundo, porque coloca pressão direta sobre outras marcas que continuam a limitar estas funcionalidades aos modelos mais caros.

Novo chassis “Dragon” traz melhorias estruturais
Outro ponto relevante nesta atualização é o novo chassis, que a Xiaomi chama de Dragon Chassis. Aqui a marca focou-se em melhorar a base do carro, com materiais mais resistentes, reforço estrutural e um conjunto de nove airbags.
Há também um sistema de desbloqueio de portas com tripla redundância, pensado para evitar situações em que os ocupantes ficam presos após um acidente. Não é algo que se veja todos os dias comunicado desta forma, mas mostra que a Xiaomi está a dar atenção a detalhes mais críticos.

Suspensão mais avançada e mais conforto
No que toca à condução, também há novidades importantes. O SU7 passa a contar com suspensão dianteira double wishbone e traseira multi-link, o que por si só já indica uma abordagem mais focada no equilíbrio entre conforto e comportamento.
Nas versões Pro e Max, há ainda a possibilidade de incluir suspensão pneumática com dupla câmara e amortecimento adaptativo. Este sistema consegue ajustar-se de forma preditiva às condições da estrada, o que pode fazer uma diferença real na experiência de condução.
Produção já arrancou na China
A Xiaomi não perdeu tempo. A produção do SU7 2026 já arrancou, depois de a fábrica ter sido atualizada para acomodar estas mudanças.
O modelo base começa nos 219,900 yuan, cerca de 28.500€, reforçando a estratégia agressiva da marca no mercado chinês. Como seria de esperar, este lançamento diz respeito para já apenas à China, não havendo confirmação sobre disponibilidade global.

Xiaomi continua a subir de nível no setor automóvel
Se havia dúvidas sobre a ambição da Xiaomi nos carros elétricos, este SU7 2026 ajuda a esclarecer tudo. Não se trata apenas de lançar um carro e ver no que dá. A marca está claramente a iterar rápido, a melhorar o produto e a tentar ganhar vantagem num mercado cada vez mais competitivo.
Ao colocar tecnologia como LiDAR de série e ao melhorar a base mecânica, a Xiaomi está a fazer algo que muitos fabricantes tradicionais ainda não conseguiram: evoluir rápido e de forma consistente.
E se continuar neste ritmo, vai ser cada vez mais difícil ignorar a sua presença no mercado automóvel.




